domingo, 16 de setembro de 2012

Era uma vez... Grimm




Thayze Darnieri


Era uma vez, em um reino distante, uma mocinha inocente, uma senhora frágil, um homem bom, uma madrasta má e uma moral da história, talvez com um sangue aqui ou uma morte acolá, e assim repetindo de geração em geração se escreve um bom conto de fadas.

Nos meus tempos de criança, ganhei uma coletânea de livretos dos Irmãos Grimm, cada exemplar continha uma história largamente ilustrada, todavia, aqueles livros destoavam do universo infantil comum, uma vez que, suas ilustrações eram excessivamente realistas e em tons escuros. Para tanto, foram aqueles livros gastos pela repetida leitura os responsáveis pelo meu mergulhar no universo fantástico dos contos.

Diante do pretenso saber, fui ao musical Era uma vez... Grimm imaginando ver uma releitura daquilo que conhecia bastante. Ledo engando, a começar pelo belo cenário e funcional, a peça vai além de repetir os contos propagados pelos irmãos Grimm, conta a perspectiva, a história e as influências dos irmãos ao unir os contos que foram transmitidos e retransmitidos ano após ano.

Atores desconhecidos com titânico talento, narram os contos do Chapeuzinho Vermelho, O Junípero e Cinderela a ponto de hipnotizar os espectadores sensíveis. No entanto, aliado ao encantamento suscita os sons do terror da "moral da história", visto que, os contos repassados como infantis originalmente eram permeados de sangue e violência a dar inveja a mais maldosa das madrastas. Exemplo disso foi o desenrolar do único conto desconhecido por mim: "O Junípero", cujo enredo mesmo que infantilizado deve causar terror a muita criança inocente.

Para tanto, o musical empolga e seduz tanto que torna-se difícil não sair do teatro cantando e dançando as músicas em tom de ópera e ao mesmo tempo divertidas, desconhecidas até o tão esperado abrir das cortinas. 
   


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