domingo, 25 de setembro de 2011

Um ensaio







Thayze Darnieri

A ausência de espontaneidade bloqueia o meu desejo pela frequência. É a necessidade de método, a falsa obrigação de rotina e requinte necessário. Para tanto, desejo escrever e escrever, vejo notícias para compartilhar, leio trechos de ideias simétricas e conjecturo pensamentos estranhos e mirabolantes naturalmente e, apenas, não ultrapasso o universo das ideias.

Quero dizer, culpo o tempo no ápice de sua pressa que impede a pausa para menear reflexões e transferi-las para o papel. Não desejo enrugar as páginas e amarelar o verde, é imperioso escrever a respeito de assuntos de inteira importância: a vida e seus efeitos. Nesse caso, arrisco com palavras, sons e imagens representar ânsias temporárias ou aspirações eternas.

Portanto, o meu desejo é espanar durante o fim da semana, de preferência no domingo, esboço de divagações e vaguear ao acaso em universo louco e sem limites. Clamo pelo valor da pausa e, por conseguinte, os efeitos terapêuticos advindos do casamento das palavras unidas no uso da liberdade de expressão e faculdade de pensar, sem referência padrão.

O Discurso do Método






"Por isso, faço aqui uma declaração que, bem sei, não servirá para me tornar importanto no mundo, mas também não tenho vontade alguma de sê-lo, e sempre ficarei mais grato àqueles cujo favor me permitira usurfruir livremente meu lazer, do que àqueles que me oferecem os mais honroso empregos da terra."


trecho do livro O Discurso do Método, de René Descartes



Momento Posterior






"... Half of my heart is the part of a man
Who is never truly loved anything".



trecho da música Half of my Heart, de Jonh Mayer

Pop