segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Amor sem escalas




Thayze Darnieri


Solidão, eis o ambíguo em sentimentos. Estar só, para alguns, pode proporcionar plenitude assim como o amor ao passo que, em outros, significa compadecer lado a lado da tristeza no fundo do poço. Entretanto, diferente da maioria dos sentimentos, solidão é escolha, é o desejo de isolar-se, ainda que acompanhado.

É chegar em casa e não ter ninguém à espera, é ter alguém ao lado que não divide seus momentos, é silêncio consentido, é a mão que desaparece na multidão, é estar distante de qualquer referência, é o ânimo de chorar sem a obrigação de explicar a razão das lágrimas, é a porta que bate em suas costas, é a necessidade de organizar as ideias, é querer ser apenas você sem plateia, é a sincera consciência de auto-suficiência.

O filme Up in the air, traduzido para a brasilidade Amor sem escalas, diferente do que sugere não é um filme romântico. Contudo, conduz diretamente para a sua concepção natural de solidão, seja ela qual for. E diz com todas as palavras alto no coração: pense bem nas suas escolhas, um dia você pode ficar sozinho, é isso que quer?




domingo, 30 de janeiro de 2011

fogo brando



"Os pouco inteligentes podem até ter razão, mas costumam perdê-la com uma facilidade imensa."


Marcelo Médici, via twiter, @marcelomedici

sábado, 29 de janeiro de 2011

Diário de uma Paixão V




"Era tudo junto, o todo maior que a soma das partes. Ela nem tentava entender, não queria, porque a poesia não tinha sido feita para ser ouvida dessa maneira. A poesia, pensava ela, não foi escrita para ser interpretada ou analisada - foi feita para inspirar sem motivo, para emocionar sem entendimento."


trecho do livro Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Praça dos Três Poderes




A Praça dos Três Poderes é um amplo espaço aberto entre os três edifícios monumentais que representam os três poderes da República: o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. Como em quase todos os logradouros de Brasília, a parte urbanística foi idealizada por Lúcio Costa e as construções foram projetadas por Oscar Niemeyer.

A Praça dos Três Poderes, localizada no extremo leste do Plano Piloto, é um espaço aberto que mede aproximadamente 120 x 220 metros, de sorte que os prédios representativos dos poderes não se sobressaíssem um diante dos outros, em atenção ao princípio de que os poderes são harmônicos e independentes e, portanto, têm o mesmo peso.

Não é uma praça tradicional, pois não possui árvores nem qualquer outro elemento que proporcione sombra às pessoas que nela permanecem. De vegetação, somente as palmeiras imperiais que circundam a grande superfície de água à altura do Congresso Nacional. Como os edifícios em volta da praça, nas orientações norte e sul, ocupam área reduzida em relação à área total do logradouro, obteve-se um efeito escultórico impressionante. Durante a noite, causa expressivo efeito o jogo de luzes dirigidos às colunas dos brancos palácios, sugerindo estarem suspensos no ar.

Além dos palácios, a Praça dos Três Poderes, inclui as esculturas Os Guerreiros, de Bruno Giorgi, considerado um símbolo de Brasília, e A Justiça, escultura de Alfredo Ceschiatti, em frente ao STF. Pode-se ver ainda a Pira da Pátria e o Marco Brasília, em homenagem ao ato da Unesco que considerou a cidade Patrimônio Cultural da Humanidade. 

Na Praça encontra-se ainda o Pombal, uma escultura de Niemeyer, em concreto, encomenda da primeira dama Eloá, mulher do presidente Jânio Quadros. O Mastro da Bandeira, um monumento de autoria de Sérgio Bernardes de cem metros de altura e que consta no Guiness Book como a maior bandeira hasteada do mundo. O Panteão da Pátria construído em homenagem ao presidente Tancredo Neves e que poderá vir a abrigar os restos mortais de ilustres figuras brasileiras. 

A Praça dos Três Poderes é ponto de visitação turística e de concentrações populares, não só as cívicas, como a troca da guarda do palácio presidencial e o hasteamento da bandeira, mas também das grandes manifestações de reivindicação e protesto.


fonte: Wikipédia


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Você vai sim




"Esse foi um beijo de despedida
Que se dá uma vez só na vida
Que explica tudo sem brigas
E clareia o mais escuro dos dias..."


trecho da música Você vai lembrar de mim, de Milton Guedes

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

questão de espaço




“Nessa constante preocupação em não ferir a privacidade alheia, acaba ocorrendo que as pessoas – talvez inconscientemente – fazem a opção por pecar pelo excesso de prudência, jamais de falta.”


trecho da crônica Dos vizinhos, do livro Olhar Crônico, de César Tralli

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ódio com amor

foto: Flávia Luiz

"Amo São Paulo com todo ódio".
Carlito Maia


Como uma típica sagitariana que sou e continuo sendo, apesar da comentada mudança dos astros: adapto-me muito fácil a qualquer universo devido a uma natural tendência nômade. No entanto, essa indiscutível verdade nunca me impediu de me apaixonar loucamente por lugares ou enxergá-los apenas como a experiência que precede o próximo passo. É nesse passo que o meu coração bate por São Paulo.

A ambiguidade é o seu sobrenome. Quantas vezes perdeu-se reclamando da chuva que congela o trânsito, do tempo perdido em filas quilomêtricas, do metrô que pára para "aguardar a movimentação do trem a frente" ou o medo pela violência tão pronunciada. Entretanto, pisca os olhos e percebe que não há como deixar de admirar aquela cidade, por inúmeros motivos ou talvez sem razão alguma.

A capital paulistana combina com perfeição passado e futuro, segurança e medo, estresse e tranquilidade, ignorância e cultura, transtorno e conforto, longas distâncias e pequenas odisséias, palavrões e simpatia, balada e preguiça, música clássica e samba, tradição e modernidade, cinza e verde, amor e ódio. Portanto, embaixo da chuva que não molha, qualquer um pode ser quem quiser, uma vez que, lá as diferenças corroboram a natureza multifacetada implícita no adjetivo paulistano.


Thayze Darnieri

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Misery III



"Tentar TER UMA IDEIA não era um processo tão nobre nem tão sublime - embora fosse tão misterioso e necessário - quanto o outro. Quando se está escrevendo um livro, quase sempre aparece um bloqueio em alguma parte, e não adianta querer ir adiante, a não ser que se tenha uma IDEIA."


trecho do livro Misery, de Stephen King

domingo, 23 de janeiro de 2011

Afinal, quem é você?




"Cada pessoa é diferente não apenas de todas as demais, mas de si própria em diferentes momentos, ao longo de sua vida, e em diferentes situações. Cada um mínimo de capacidade de auto-observação, você já deve ter concluído que suas características essenciais mantêm-se ao mesmo tempo que se modificam, conforme você amadurece ou enfrenta desafios, conforme está em um grupo ou outro. Com algumas pessoas, você pode ser mais extrovertido; com outras, mais reservado. Também já dever ter notado que os grupos dos quais faz parte alteram-se com a passagem do tempo, ou conforme entram novas pessoas ou saem as antigas. Também os grupos são diferentes entre si e de si próprios, em diferentes momentos e situações. A participação em grupos afeta seu comportamento. Algumas de suas características (como sua linguagem, alguns hábitos e uma parte de seus valores) foram adquiridas ou desenvolvidas pela convivência comesses grupos. Afinal, quem é você? É você mesmo, ou produto da convivência? Há muito tempo essa questão vem preocupando os estudiosos do comportamento humano."
 
 
trecho do livro Teoria Geral da Administração: Da Revolução Urbana à Revolução Digital, Antonio Cesar Amaru Maximiniano

sábado, 22 de janeiro de 2011

Diário de uma Paixão IV



"No entanto, o sentimento persistia, apesar do seu esforço, e por um breve momento teve a sensação de que voltara a ter 15 anos. Sentiu-se como não se sentia havia muito tempo, como se todos os seus sonhos ainda pudessem se tornar realidade".


trecho do livro Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mary e Max - Uma amizade diferente




Thayze Darnieri


Ao nascer cada pessoa recebe um dom, aquele sentimento que guiará seus atos e esculpirá  uma conjunção de traços absolutamente únicos. O amor é o mais popular, outros ganham montanhas-russas de paixão ou felicidade, alguns não tão sortudos recebem fichas pesadas com a inscrição ódio ou medo. Quando nasci, o globo girou e girou, haviam bolinhas de muitos tamanhos e infinitas cores, mas o destino escolheu uma esfera do diâmetro de um abraço, da cor verde com a palavra amizade.

Apesar disso, não posso ostentar uma coleção de amigos, assim como Mary creio que o elemento essencial para uma sincera amizade é a empatia, isto é uma combinação de fatores em sintonia combiando com pitadas generosas de sorte. A amizade é o amor com licença poética, uma vez dispensa as formalidades de tempo, distância e protocolo, basta somente agradecer a benção em ver-se refletido no outro e respeitar o contrato tácito com claúsulas particulares firmado entre almas irmãs.

Em um mundo desesperado por sentimentos genuínos e imerso em mundos particulares, Mary e Max constroem uma amizade aparantemente improvavél entre um senhor sem respostas e menininha cheia de dúvidas. O roteiro demonstra com graça e originalidade que o equilíbrio entre almas amigas não significa épocas, sexo, personalidades, mentes e pensamentos iguais, mais do que isso representa sincronia no desejo comum.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A different way to be




"Oh my life
Is changing everyday
In every possible way
Tough my dreams
It's never quiet as it seems
Never quiet as it seems
I know I've felt like this before
But now I'm feeling it even more
Because it came from you
And then I open up and see
The person falling here is me
A different way to be..."

trecho da música Dreams, de The Cranberries

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Da minha vontade de ser homem...




"Segundo a revista Nova, uma das maiores necessidades do homem Alfa é pertencer ao clube “Ele precisa de tempo e espaço entre outros homens para expressar agressividade, conviver em bando. No seu clubinho, dedica-se a atividades como apreciar cerveja ou falar de mulher. Necessita desse momento como forma de expressão da sua virilidade.” 

Nós, mulheres, temos inveja de bundas duras, bolsas grandes e coloridas, sapatos incríveis e confortáveis e braços que não incham depois dos 30. Mas isso é fichinha perto do que sentimos ao ver um grupo de homens unidos celebrando a vida. Existe algo de mágico, intenso e verdadeiro na amizade entre os homens que uma mulher jamais experimentará. Sim, temos amigas, irmãs e amigos. Mas em algum momento nossa amiga vai nos apunhalar, nossa irmã vai competir por atenção e nosso amigo vai tentar nos comer. Vocês não, vocês passaram por coisas que a gente nem imagina, juntos, se amando, se abraçando, bêbados, caindo, rindo até quase morrer, colocando isqueiro em pum alheio, se xingando daquele jeito que mais parece um elogio, se empurrando como se fosse o abraço mais apertado do mundo. Homem quando encontra os amigos fica com aquele semblante de criança quando ganha o brinquedo mais esperado do ano. Mulher dá aquele grito falso, pulinhos, se agarra e você vê na hora que aquela linda amizade não dura mais do que seis meses. Não tente ligar para um homem quando ele estiver “na noite dele com os amigos”. Algo de extraterrestre acontece. Trata-se de outra galáxia. É o mundo paralelo da real felicidade. Mulheres, esses seres, não entendem, nem podem, não está no DNA feminino ser tão feliz apenas por ser bobo. É o momento de ser macho, muito macho, com os machos. Falar de xanas e bundas e peitos e mulheres do trabalho e arrotar e ser grosseiro e, principalmente, se libertar, em um ambiente seguro e familiar, da dor que é gostar de uma mulher- esses seres incompreensíveis, complicados e insatisfeitos. Naquele tocar de copos de chope, naquele urro tribal, lê-se: chega do que não se entende, chega de nunca agradar, chega de nunca saber, chega do que é complicado, eu agora estou com os meus e eles me aceitam e eles me entendem e eu, meu Deus, estou tão feliz! É quase patético quando as mocinhas saem para tentar alcançar esse nível de alegria, esse requinte de intimidade. A gente se diverte, fala absurdos sexuais (se bobear somos mais toscas que vocês nessa hora e expomos nossos namorados muito mais do que eles nos expõe) e consegue relaxar. Mas é diferente, é muito diferente. Tem sempre uma mexendo no cabelo incomodada que a do lado veio muito bonita. No final sempre descamba prum chororô de que o amor não existe, o ex não presta, o novo fulaninho não respondeu a mensagem de texto. A maior prova de que as mulheres são fracas em amizade é que a maioria acaba ficando super amiga das namorada dos melhores amigos do namorado. Homens sabem combinar peregrinações pela Europa, acampamentos no Ushuaia, campeonatos internacionais de pôquer, … mulheres sabem combinar “encontro para vender as minhas bijus lindas com precinhos especiais e bolinhos de fubá”. Somos chatas, muito chatas. Invejamos muito sua amizade com seu melhor amigo."


trecho do texto Planetinha Macho, de Tati Bernardi

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Expressões Idiomáticas




"No estudo de línguas, sempre achei o capítulo “expressões idiomáticas” difícil e divertido. Difícil porque a tradução literal das palavras que compõem uma expressão não guarda relação direta com o significado, individual, previsto no dicionário. E divertido porque, na tentativa de entender, traduzir, ou inventar, todos cometemos altas barbaridades, em algum momento da vida."


trecho do texto A difícil arte de aprender Português, de Isabel Clemente, no blog Mulher 7x7


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Misery II




"Correr para o Livro de Recordações quando se entra em depressão nunca é uma boa ideia Annie - mas acho que a essa altura da vida você já deveria ter aprendido."


trecho do livro Misery, de Stephen King

domingo, 16 de janeiro de 2011

Igreja Nossa Senhora Achiropita





Em 580 D.C., o capitão Maurício, desviado pelos ventos, chegou a uma aldeia calabresa, na Itália. O monge Éfrem foi-lhe ao encontro e lhe disse: "Não foram os ventos que te conduziram para cá, mas Nossa Senhora, para que tu - uma vez Imperador - lhe construas um templo". Em 582, Maurício tornou-se de fato Imperador e, cedendo à insistência do monge, decretou a construção do Santuário, que bem depressa chegou ao término. Um fato estranho chamou a atenção da comunidade. A imagem de Nossa Senhora que era pintada durante o dia, de noite desaparecia da parede. Uma noite, de improviso, apareceu uma belíssima senhora que falou com o vigia e pediu para entrar no santuário. E como ela demorasse para sair, preocupado, ele entrou e não encontrou mais aquela senhora, mas viu que estava pintada no fundo da parede interna do templo, uma imagem lindíssima de Nossa Senhora. Ao saber disso, o povo acorreu àquele local e, entre lágrimas e cantos, aclamava: Achiropita! Achiropita!... O que significa: imagem não pintada pela mão do homem. Seja lenda ou história, o fato é que desde o século doze, em Rossano Cálabro, esta devoção passou a ser oficialmente celebrada no dia 15 de agosto. 

A Igreja Nossa Senhora Achiropita localiza-se no bairro do Bixiga, região central da cidade de São Paulo. Foi fundada por imigrantes italianos em 4 de março de 1926. Até hoje, no mundo inteiro, há somente duas igrejas dedicadas a Nossa Senhora Achiropita, além desta, uma na Itália

O Bixiga é entendido como um dos mais tradicionais bairros da cidade de São Paulo, embora na divisão administrativa da cidade ele não exista oficialmente como tal. É de senso comum que corresponda à região localizada entre as ruas Rui Barbosa, Avenida Nove de Julho e a Rua dos Franceses, no distrito Bela Vista, embora sua delimitação possa ser motivo de polêmica dependendo da fonte. Formado por imigrantes italianos, ganhou importância histórica e turística na capital paulista. A tradição e a religiosidade italianas, que são fortemente mantidas e as inúmeras cantinas existentes no bairro são grandes atrativos turísticos. No bairro situa-se, também, a sede da escola de samba Vai-Vai, que até 2006 realizava ensaios pelas ruas do bairro.

Tradicionalmente, no mês de agosto acontece a Festa de Nossa Senhora Achiropita. Comemorada desde 1926, originalmente por imigrantes italianos da região da Calábria, é hoje uma das festas mais tradicionais da capital paulistana. O evento conta com o trabalho de cerca de 900 funcionários, e toda a renda é revertida para obras sociais da paróquia. Segundo a organização, são consumidas onze toneladas de macarrão, cinco toneladas de mozarela e dez mil litros de vinho, entres outros produtos, para um público estimado em duzentas mil pessoas nos cinco fins de semana da festa. 

fonte: Wikipédia

sábado, 15 de janeiro de 2011

Diário de uma Paixão III



"Ela me disse: 'Tenho certeza de que você acha que eu não compreendo o que você está passando, mas eu compreendo. Mas é que, às vezes, o nosso futuro é definido por aquilo que somos, e não por aquilo que queremos'. Eu lembro de ter ficado muito magoada quando ela disse aquilo."


trecho do livro Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Os 39 degraus



Thayze Darnieri


O filme de Alfred Hitchcock, 39 Degraus, que dá o nome ao espetáculo conta a fuga de Richard Hannay, um jovem que vai passar uma temporada em Londres e conhece Annabela que, mais tarde, é assassinada dentro de seu apartamento, mas não antes de desvendar a Richard os mistérios por trás de uma organização secreta e extremamente perigosa. Assim, Hannay vê-se obrigado a fugir e segue as pistas da espiã para tentar provar sua inocência e salvar o país.

É a expressão do dinamismo e energia em palco: são quatro atores, 130 trocas de papéis em 100 minutos de apresentação, além das várias mudanças de cenários, manipulados pelos próprios atores. A trilha e a luz proporcionam às cenas o clima ideal estão em sintonia com a proposta do diretor de unir diversos gêneros teatrais, como o melodrama, clown, teatro de sombra, mímica, muita expressão corporal. Ainda sim, somam ao enredo passados nos idos do século retrasado assuntos atuais de forma cômica, como por exemplo: o último capítulo da novela, revelando, inclusive, o "mistério" da trama.

Dan Stulbach um talento em especial, ao propor sua faceta divertida, muito distante dos seus personagens densos da televisão. Fabiana Gugli é versátil, surge com doses de humor e sedução na medida, assim como deu o tom perfeito entre suas personagens absolutamente distintas. Danton Mello e Henrique Stroeter introduzem e aparam seus mil personagens com competência e qualidades diversas e sempre com alta dose de humor.

Enfim, o teatro em sua essência!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Gaiola das Loucas




Thayze Darnieri


A Gaiola das Loucas é uma montagem inspirada na peça La Cage Aux Folles, do francês Jean Poiret, que entrou em cartaz em 1973 no Théâtre du Palais Royal, em Paris. A história mais conhecida é a refilmagem americana com Nathan Lane e Robin Williams, agora, na versão brasileira, Miguel Falabella e Diogo Vilela interpretam, respectivamente, Georges e Albin, que transforma-se em Zazá quando "montado". O primeiro é o dono do cabaré que dá nome ao espetáculo, o outro é um transformista e a principal atração do cabaré.

Miguel Falabella dispensa comentários, ainda que a sua interpretação sempre remeta ares de Caco Antibes, sua força cênica, talento e carisma sobrepuja qualquer pequeno detalhe. Diogo Vilela dislumbrante na pele da transformista Zazá, sem pesar mão e longe de ser caricato, posa de mãe amorosa, esposa dedicada e mulher caprichosa como se tivesse nascido assim. E como não poderia deixar de ressaltar, o espetáculo à parte a atuação brilhante e engrassadíssima do ator Jorge Maya, o mordomo Claudine Petit Gâteau.

A sensação do teatro sobrepuja os manejos de qualquer outra. Talvez pela perspectiva do ao vivo, a vida faz e acontece, longe do ensejo dos efeitos especiais, cortes ou repetições. É ali, agora e seja o que Deus quiser. Apesar disso, o musical mais do que o teatro propriamente dito, faz uso de mais artifícios: figurino, cenário, música, bailarinos e iluminação perfeitos e deslumbrantes, que corroboram a sensação indescritível do universo de imagens e cores nascendo bem diante dos seus olhos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Que venha...



"Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito desaparecerá."


I Coríntios 13: 10

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Recém-Formada




"E volto para casa toda noite para quê? Acho que finalmente percebi que o que fazemos com a nossa vida é só metade da equação. A outra metade, a mais importante, é com quem está enquanto faz isso."

(David, por Rodrigo Santoro)

Quem nunca quis abraçar o mundo? Quando ela era pequena sonhava em ser livre e fotografar o que era maravilhoso aos meus olhos, escrever quando as imagens não falasse por si, conversar em busca de histórias cheias de aprendizado e experiência. Sem avisar, eis a maturidade que bate a porta e junto com a inseparável responsabilidade impediram-na de colocar o pé no mundo sem lenço ou documento.

O destino a empurrou por outros caminhos bem menos aventureiros e muito mais burocráticos. Entretanto, talvez por ironia uma espécie de fobia do mundo suscitou, ela tornou-se incapaz de atos rotineiros como dar um passo a mais diante da porta. Respirou, tentou, respirou, brigou, respirou, lutou, respirou e quando percebeu estava de mala e cuia para uma cidade distante mais de mil kilômetros da sua casa.

Diante do mundo e suas infinitas possibilidades, descobriu que sucumbira o medo, entretanto, longe de sentimentos genuínos e o calor do seio familiar, conheceu um novo sentimento: a solidão. Uma nova desoberta, uma angústia para vencer, uma novidade para contar e não havia mais com quem compartilhar, cresceu nela uma vontade de estar perto do amor incondicional.

No filme, Recém-Formada, Ryden Malby também sonhava com o mundo, interpretada por Alexis Bledel, mais parece a continuação do enredo da série Gilmore Gils, uma Rory Gilmore sem a fortuna dos avós, mais desinibida e menos espontânea. Contudo, a menina que cresceu na cidadezinha de Stars Hollow jamais seria capaz de reconhecer no auge da sua conquista que ainda lhe faltava algo.



Thayze Darnieri




segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Diário de uma Paixão II



"O meu pai me contava que a primeira vez que a pessoa se apaixona muda a vida para sempre, e por mais que você tente, o sentimento nunca desaparece. Essa garota de quem você me falou foi o seu primeiro amor. E não importa o que você faça, ela vai ficar com você para sempre."


trecho do livro Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks

domingo, 9 de janeiro de 2011

Quando a dor te corta

foto: Thayze Darnieri



"Dor é uma sensação desagradável, que varia desde desconforto leve a excruciante, associada a um processo destrutivo atual ou potencial dos tecidos que se expressa através de uma reação orgânica e/ou emocional."

Fonte: Wikipédia

A dor que eu sinto agora é a dor que eu não queria sentir. E a mesma que faz chorar por horas na festa da amiga e deixá-la magoada. E é a mesma dor de quem perde um grande amigo, quase irmão. É a mesma que faz ter vontade de trocar o coração por um fígado. A mesma dor que faz ter vontade de nunca mais gostar de ninguém. É a mesma de quem perde um filho, o marido ou um cachorro. A mesma dor de quem sabe que não tem volta. A dor da morte, da perda do que nunca foi seu, da rejeição e do romance desfeito. É a dor das mães que tem seus filhos trocados, dos filhos que perdem os pais e das pessoas que precisam deixar o lugar que amam, mesmo sem querer.

É a dor que maltrata a alma, que faz machucar ao rever fotos e faz ter vontade de jogar coelhinhos vermelhos e perfumes importados no lixo. É a dor que motiva uma mudança, um recomeço, uma tentativa de nova vida. A mesma dor que me faz escrever esse texto é o que era amor e esperança no começo de tudo. A dor de quem sente que está perdendo sua última referência paterna. A dor da impotência, do susto, do diagnóstico recente e fatal, do pouco tempo. A dor de quem questiona médicos e psicólogos, buscando respostas, consciente de que elas não existem. Uma dor que é antiga, que sempre esteve rondando a vida, que não se evita, não se esquece. É a dor de alguém que gostaria de poder trocar os sentimentos, por outras coisas que fizessem sofrer menos. A dor que eu vou ter que enfrentar…


texto It huts, de Marília Rodrigues, que aconselha lê-lo ouvindo Quando a dor te corta, de Leoni







sábado, 8 de janeiro de 2011

Escada pro céu




Vitor e Thayze tiveram uma péssima-péssima ideia: assistir A Loja Mágica De Brinquedos com o Mauro. Conhecendo o Mauro e conhecendo o filme, é previsível o que vem a seguir: o Mauro chorou tanto, mas tanto, que os três morreram afogados.

Acontece que Deus é um cara super bonzinho e super malvado ao mesmo tempo, me explico: Tanto ele foi bom com o Vitor e com o Mauro ao fazer o que ele fez, tanto ele foi malvado com a Thayze. Os três estavam entre ir pro Paraíso e pro Inferno.

Mas Deus, além de bonzinho e malvado, também é um ótimo contador de piadas, e acontece que a prova que os três teriam que passar era a seguinte: subir uma escada de 100 degraus, a cada degrau ouvir uma piada melhor que a anterior e não rir uma única vez.

Thayze: Mal terminou de ouvir a primeira piada e já estava caindo pro Inferno, porque riu demais.

Vitor: Sendo um homem sério e direito, ele conseguiu ficar até a décima colocando todas as piadas numa caixinha, que talvez algum dia ele abriria e riria de tudo de uma vez, mas essa não era a hora pra isso. Aguentou até o 20° andar mais ou menos bem. Passou pelo 30° se segurando muito. Até que ele chegou no 40° e não aguentou mais! Riu, riu e riu mais um pouco.

Mauro: Incrivelmente ele começou se dando bem, não começou a rir que nem um retardado de primeira, nem de segunda verdade seja dita! Na verdade, ele aguentou tão bem até o 10° degrau que era difícil de acreditar. Foi dubindo e subindo, e já estava ele no 50° degrau e parecia que ele não riria nunca. Chegou no 65° e não riu ainda, nem um pouco, nem um simples "há". Continuou, chegou no 90°, no 91°, 95°, 96°. Chegou no 99° e disse: "AAAAAAh!! Era isso a primeira piada! HAHAHAHAHA!" 


texto Escada pro céu, de Mauro Pietrobon, para relembrar alguns dos nossos muitos momentos memoráveis e comemorar a "materilização" da sua maior idade.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Misery I




"Como sempre, tinha no rosto uma expressão de surpresa, como se não esperasse encontrar o mundo no mesmo lugar."


trecho do livro Misery, de Stephen King

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Nokia 5530



A nova geração touchscreen da Nokia chegou aos celulares básicos com o 5530 XpressMusic. E o aparelho vai além daqueles concorrentes divertidos com tela sensível ao toque, mas quase sem recursos. Ele manda bem como substituto de iPod, tem o melhor reconhecimento de escrita que já vimos e pode se conectar à internet por Wi-Fi. Só decepciona porque o touchsreen resistivo de 2,9 polegadas não é aquela maravilha para deslizar com o dedo e por ficar devendo 3G e GPS. 

O único botão indispensável para navegar pelas funções do 5530 XpressMusic é um sensível ao toque, localizado abaixo da tela, que te leva ao menu principal. Existe também um acima da tela para abrir atalhos de aplicativos de música, vídeo e internet. A tão falada interface háptica é uma frescurinha legal: ao receber um clique, a tela afunda levemente, passando a impressão de que você realmente está tocando num botão. Além disso, o aparelho dá uma vibrada a cada comando.

Mesmo sendo touchsreen e com design bonitinho, não dá para elogiar o design, por causa do acabamento frágil. Entretanto, como o nome já entrega, o 5530 XpressMusic manda bem quando o assunto é música. Mas não traz novidades significativas. Seu player é bem parecido com o dos modelos antigos da Nokia, que mostram a capa do disco somente quando ele está tocando. A escolha das canções é por meio de listas simples. Fora isso, tem um equalizador simples e suporte a rádio FM. Ponto para os alto-falantes com qualidade acima da média para um celular.


fonte: INFO Exame

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um sonho possível




O senso comum desconhece o verdadeiro significado do altruísmo. Conceitua-se como uma espécie de comportamento natural dos que dedicam-se em benefício de outrem, ainda que inflija algum tipo de prejuízo para si. O filme The Blind Side, traduz-se o lado cego, chegou ao Brasil chamando-se Um sonho possível, que à primeira vista poderia somar-se ao inesgotável rol de títulos cinematográficos traduzidos de maneira peculiar.

Para tanto, é o altruísmo que conduziu a vida de Michael Oher, quando Leigh Anne Tuohy e a sua família abrem casa e coração para acolher um garoto estranho. Seria obviamente um roteiro nascido de uma mente benevolente e ingênua, se não fosse o retrato de uma história real, quando explica-se a tradução em português para o título, uma vez que, a nossa sociedade imersa no dito mundo real tende a generalizar o humano distante dos bons sentimentos.

Uma história com componentes o suficiente para torna-se um clássico dramalhão hollywoodiano, que explora a superação do garoto negro americano diante da inevitável tríade: pobreza, subúrbio e crime. Entretanto, salva pela ratificação dos dizeres "baseado em uma extraordinária história real", encaminha os pensamentos para um conceito humano muito contrário ao comum.

Resta distinguir, porém, o altruísmo da definição de solidariedade, visto que o solidário tem interesses e responsabilidade de natureza mútua, ou seja, o solidário é beneficiário direto do seu gesto de solidaderiedade. Esse comparativo remete-me ao episódio Aquele em que a Phoebe odeia o PBS, lá pelos idos da quinta temporada de Friends, quando a Phoebe e o Joey discutem em busca da verdadeira boa ação altruísta, sem sucesso.

A regra diz que se sua conduta é correta, você espalhará o bem por onde passar, ao passo que se sua conduta remete ao erro, você levará consigo os traços ruins advindos dos seus atos. Isto é, toda e qualquer boa ação traz a satisfação em fazer o bem ao próximo, no entanto, ser verdadeiramente altruísta é jamais esperar resultados.


Thayze Darnieri



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Diário de uma Paixão I




"É a possibilidade que me faz continuar, não a certeza, uma espécie de aposta da minha parte. E embora você possa me chamar de sonhador, de tolo ou de qualquer coisa, acredito que tudo é possível."


trecho do livro Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

50 receitas




"Eu já ouvi 50 receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr

O que me dá raiva não é o que você fez de errado

Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia..."


trecho da música 50 receitas, de Leoni



domingo, 2 de janeiro de 2011

Um mantra

foto: Renata Maciel



"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que 'nada é para sempre.'"


Gabriel García Marquez

sábado, 1 de janeiro de 2011

Quase morte




"A arte de escrever não causa dor; nasce da dor".

Montaigne


Era sensação de quase-morte. Há algum tempo, ele agonizava desesperado por ar ou qualquer estímulo, o mundo parecia sucumbir as forças, o ânimo se fora e a morte parecia ser o caminho mais fácil, os olhos se fecharam, o coração parou de bater, não havia qualquer sinal vital.

Talvez fossem poucos segundos, no entanto, o bastante para repensar uma vida inteira em busca de respostas. Onde se escondeu a alegria? Por qual fresta passou aquela alma cheia de sonhos? Aquela existência espontânea e revigorante acabará por resumir um alguém que traíra os seus princípios pela continuidade e permanência das batidas do coração.

Ela esqueceu como era voar; ela aprendeu a controlar seus devaneios; ela, agora, não pensava nos seus sentimentos; ela ficou louca por permitir a fuga da insanidade; ela deixou de se questionar; ela nem se lembrava mais como era o prazer de aprender algo novo; sua memória não conseguia alcançar a última vez que falou sem pensar ou sequer quando alguém a ouviu sem julgar.

Sem sentimentos não havia mais razão para escrever, contudo, viver no excesso da razão não deveria ser filosofia de vida para ninguém. Reavaliei, abstrai as benevolências, vigorei meus sentidos e voltei a vida.



Thayze Darnieri

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