quinta-feira, 30 de abril de 2009

... quero saber?




"Se eu não sei o que passa na sua cabeça,
Imagina no seu coração..."



trecho da música Vou jogar a chave fora, de Maria Cecília e Rodolfo

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Milk - A voz da Igualdade

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"A vida de Harvey Milk foi realmente inspiradora. Sua causa, seu destemor, sua bravura. Foi o tipo de cara que deixou marcas profundas para que quem viesse depois pudesse viver com mais dignidade que ele próprio jamais conseguiu."


Pedro Neschling, sobre o filme Milk - A voz da Igualdade

terça-feira, 28 de abril de 2009

O Demônio e a Srta. Prym II





"Dormiu quase imediatamente - um sono profundo, repousante, relaxado. Havia passado uma noite com o Bem, uma noite com o Bem e o Mal, e uma noite com o Mal. Nenhum dos três conseguira resultados, mas continuavam vivos em sua alma, e agora começavam a combater entre si, para mostrar quem era o mais forte."



trecho do livro O Demônio e a Srta. Prym, de Paulo Coelho

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Brilho eterno de uma mente sem lembranças




"Talvez algumas dores devam de fato ser deixadas para trás - objetivo, aliás, de tantas terapias: ressignificar as dores. Por outro lado, se somos a soma de nossas memórias, recorrer ao ZIP seria passar uma borracha em parte de nossa essência".


trecho do artigo Esquecer ou não, eis a questão, de Suzana Herculano-Houzel, publicado no jornal Folha de São Paulo, no dia 16 de abril de 2009.



ZIP é uma substância capaz de apagar memórias, mesmo as antigas que em teoria já estariam consolidadas no cérebro, age a fim de bloquear uma enzima implicada nas mudanças celulares que possibilitam a formação de memórias. Este nome é devido a onomatopeia usada em inglês para algo que desaparece.


Folha de São Paulo

domingo, 26 de abril de 2009

Susan Boyle é feia?




Começou como uma febre na internet. Parecia mais um daqueles vídeos feitos para divertir e que logo são esquecidos. Mas ninguém se esqueceu. Susan Boyle virou um fenômeno mundial. Foi vista por mais de cem milhões de pessoas.

Ela surgiu como um personagem de conto de fadas, um patinho feio, destituída de qualidades, interiorana. Aos 47 anos, solteira, desempregada, fora de todos os padrões de beleza, solitária. Quer crime mais grave? Nunca foi beijada.

Susan, que ousadia, iria participar de um dos programas de calouro mais populares da TV britânica – “Britain's got talent”. Entrou no palco tímida, desajeitada, com o rótulo garantido de fracasso.

Na plateia, ecoaram risos de escárnio, de pouco caso. Foi recebida com ironia também pelos jurados. Mas a nossa heroína épica não se intimidou. Com uma rara doçura, nos conduziu a um estado de graça. Quando abriu a boca, revelou a voz de um anjo.

Interpretando "I dreamed a dream", do musical “Os miseráveis”, extraiu de nós todos os sentimentos: culpa, vergonha, vingança, esperança. A dona do vozeirão demoliu com altivez todos os preconceitos e deu uma lição ao mundo.

A mídia internacional se derrama em editoriais. Mas foi o britânico “The guardian” que resumiu, com uma frase, o sentimento de todos nós, nesse instante raro em que o planeta se curva diante do talento e da simplicidade: “Susan Boyle é feia? Ou somos nós?”


sábado, 25 de abril de 2009

Quem é que não é sozinho?




"Quem é que não é sozinho? Me abraça, pelo amor de Deus. Me abraça. Ainda bem que eu tenho você. Me abraça. O mundo é tão bom e tão terrível e o tão bom também é tão terrível. Que bom. Que eu tenho você. Que bom. Meu amor. Que bom. Puft. Puft. Acordo. E você não existe. Você não existe. Ele não existe! Talvez eu vá, depois."



trecho do texto Talvez eu vá, depois, de Tati Bernardi

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Divã

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"O que eu espero? Não espero nada, espero tudo, estou à deriva nessa aventura. Eu queria cristalizar esse momento da minha vida, mas estou em alta velocidade, e não sei se quero ir adiante, só que eu não tenho opção. Acho que é isso. Eu tinha opções, agora não tenho. Não consigo parar esse trem."

Martha Medeiros

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Almas Gemêas



Thayze Darnieri



Almas Gêmeas (1994) é baseado em um caso real. A história conta os acontecimentos da vida de Juliet Hulme e Pauline Rieper, entre dos anos 1953 e 1954, na Nova Zelândia. Kate Winslet e Melanie Lynskey, ambas em seu primeiro trabalho no cinema, deram vida às duas adolescentes com talento e perfeição.

As meninas, Juliet e Pauline, são dotadas de grande inteligência e uma imaginação espantosa, no entanto, de tanto permanecerem juntas, suas ações, pensamentos e sentimentos se misturam e fundem-se em um só, unidas de corpo e alma. Assim sendo, passam a viver um grande e doentio amor em um mundo de fantasias, contudo, ao perceberem que essa amizade transformou-se em uma relação compulsiva, seus pais procuram ajuda médica e decidem separá-las. Neste momento, o amor as corrompe, tornando-as garotas decididas a fazer qualquer coisa para viverem juntas para sempre.

O enredo mistura a vida e a convivência social com o que se passa na mente e imaginação das garotas, tanto que por alguns momentos fica difícil distinguir se é real ou imaginário. Enfim, um roteiro instigante até o fim, deixando-nos o tempo todo a espreita do próximo ato.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Quebra-cabeça




Inspirado na canção "Conversa de Botas Batidas" de Marcelo Camelo.



As pessoas se encaixam. Elas precisam se encaixar. Já faz um tempo que eu penso sobre isso observando os casais no meu trabalho. Sou cobrador de estacionamento num grande shopping. Fico sete horas por dia sentando numa cabine, atrás de um vidro, recebendo papeizinhos para enfiar numa máquina que verifica o tempo que o carro ficou estacionado, cobro o valor devido, recebo o dinheiro, dou o troco quando necessário, e devolvo o cartão liberado para sair. É basicamente isso. Não, na verdade é só isso mesmo. O máximo de emoção que acontece é quando alguém perde o papel, aí tem que preencher uma ficha, mostrar o documento, pagar o valor de ticket perdido, geralmente a pessoa reclama, mas pra isso tem meu supervisor pra resolver, eu nem me meto. É ele que eu chamo também quando algum bêbado cisma em não pagar.

Mas como eu ia dizendo, as pessoas se encaixam. O fato de não ter muito o que fazer sentado sozinho na cabine fez com que eu tenha começado a prestar bastante atenção nas pessoas que passam por ali todos os dias, e fui reparando como os iguais se procuram. A menininha baixinha de cabelo rosa com saia curtinha e meia até o joelho está sempre acompanhada de um descabelado de jeans e camiseta destonados, calçando um All-Star. O cara de camisa pólo e calça justa com sapato marrom vem acompanhado da namorada com cabelo liso de chapinha, argolas grandes nas orelhas, bastante maquiagem e uma roupa de grife da moda. O que veste uma coisa que não combina com a outra normalmente está acompanhado de uma moça que coloca uma roupa que não fica bem no corpo dela e ela não percebe.

Lembro de quando eu estava no colégio e discutia com minhas amigas que os opostos se atraem. Tudo besteira. Nunca vi uma roqueira tatuada acompanhando um executivo com cara de que trabalha na bolsa. Ela no máximo vai estar com um roqueiro que goste de uma banda que ela odeia. Mais que isso não dá. Não encaixa, e as pessoas precisam se encaixar.

Eu achava que encaixava com Luzia, minha ex-namorada. Ela trabalha no atendimento ao cliente do shopping. É ela que chama as pessoas pelo microfone central quando alguma criança se perde dos pais, devolve carteiras perdidas, essas coisas. Ela é muito inteligente. Um dia na hora do lanche eu estava caminhando pela praça de alimentação e a vi sentada num banco no canto lendo uma revista dessas de celebridade. A capa era uma atriz que tinha acabado de casar e já tava separando. Sentei numa mesa que dava pra olhar pra ela meio escondido e até esqueci do meu sanduíche. Uma hora ela levantou os olhos na minha direção e sorriu. Fiquei vermelho, desconcertado, achei que estava sendo discreto, e morrendo de vergonha me levantei e fui até ela. Perguntei se podia sentar.

Pode, claro, ela respondeu meio sem graça. Desculpe, eu disse. Pelo que?, ela. Por ter ficado te olhando tanto, eu. Você estava me olhando? Estava. Eu não reparei. Jura?

Ela não estava rindo de mim, era do motivo da separação da tal atriz. O marido não era artista também, eles disseram que não dava pra conciliar as agendas, pá, acabou. É, eles não encaixaram, eu sorri. Ela correspondeu. Ficamos papeando mais vinte minutos até o fim do nosso horário de descanso e marcamos de sair uma outra hora. Foi ótimo. Ela gostava dos mesmos filmes de comédia com o Eddie Murphy que eu, se amarrava nos programas de auditório do Silvio Santos, jogava toda semana na mega-sena. A gente saia pra passear de mãos dadas no parque nas nossas folgas e eu me sentia muito feliz.

Um dia, sem mais nem menos, Luzia me disse que não queria mais. Por que?, eu perguntei. Não sei, preciso viver coisas diferentes, ela me disse. Diferentes como?, eu quis saber. Eu não posso viver isso com você?, insisti.

Ela não me disse mais nada. Apenas abaixou a cabeça e chorou baixinho segurando minha mão. Chorei também. Dali pra frente não nos falamos mais no shopping nem em lugar nenhum. Ela evita passar pela minha cabine, eu não vou mais na praça de alimentação. E eu descobri que ser feliz e entender alguém não basta pra encaixar. É alguma coisa além disso. Luzia e eu não éramos tão perfeitos como eu achava. E desde então eu fico aqui sentado recebendo os papeizinhos, olhando pros outros e tentando entender o porquê de certas colas darem certo. Talvez um dia eu descubra. E acho que eu vou, sim. Saber o que não vai funcionar até parece fácil, mas e o que vai? Deve ter alguém aí fora que encaixe comigo. Todo mundo precisa encaixar com alguém.




Pedro Neschling

terça-feira, 21 de abril de 2009

Brasília: a terra prometida





"Entre os paralelos 15º e 20º havia um leito muito extenso, que partia de um ponto onde se formava um lago. Então uma voz disse repetidamente: quando escavarem as minas escondidas no meio destes montes, aparecerá aqui a grande civilização, a terra prometida, onde jorrará leite e mel. Será uma riqueza inconcembível".


O sonho visão de Dom Bosco, em 30 de agosto de 1883.




Desde o início da colonização, a idealização de uma capital no interior esteve sempre presente. Apesar da falta de evidências, credita-se a originalidade da ideia ao Marquês de Pombal, que desejaria, então, uma capital inexpugnável, não apenas para a colônia, mas de todo o reino português.

Em 1922, José Bonifácio de Andrada e Silva, quando tão logo viu proclamada a independência do Brasil, ofereceu à assembléia constituinte, a que então presidia, uma Memória, onde demonstra as vantagens "de uma nova capital do Império no no centro do Brasil, entre as nascentes dos confluentes do Paraguai e Amazonas, fundar-se-á a capital desse Reino, com a denominação de Brasília".

Na legislatura de 1852 a questão tornou a ser ventilada, despertando a atenção do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, que defendeu ardorosamente no compêndio, coube-lhe a primeira verificação prática no local. Apontou, então, como local mais apropriado "para a futura capital da União Brasílica o triângulo formado pelas lagoas Formosa, Feia e Mestre d'Armas, das quais manam águas para o Amazonas, para o São Francisco e para o Prata". Determinava assim, com oitenta e três anos de antecedência, o ponto onde se iria instalar a nova capital.

No entanto, foi em 1883, na cidade italiana de Turim, que o padre João Bosco teve um sonho profético que indicava o nascimento de uma grande civilização entre os paralelos 15º e 20º. Exatamente onde se deu a construção da Capital do Brasil.

Com o advento da república, volta a velha questão à tona, sempre ligada à defesa e ao desenvolvimento do país, afirmando-se expressamente, no art. 3o da constituição republicana de 1891; "Fica pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14.000 km², que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal." O então presidente Floriano Peixoto deu objetividade ao texto, constituindo-se a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, delimitando, na mesma zona indicada por Varnhagen, uma área retangular que ficou conhecida como Retângulo Cruls.

Durante vários anos pouco se falaria na questão, e, na verdade, para tão arrojado plano, naquela época, seria necessário vencer as distancias com razoáveis estradas de ferro até o mar, exigindo uma tecnologia de que não dispunha o Estado. Muito embora a constituição de 1934 previsse a interiorização da capital federal e ordenasse que, "concluídos os estudos, serão apresentados à Câmara dos Deputados, a qual tomará, sem perda de tempo, as providencias necessárias à mudança", sobreveio a carta constitucional de 1937 e foram esquecidos tais propósitos. Depois de muitos anos, a fim de completar os estudos já realizados, delineou a área de futura capital entre os rios Preto e Descoberto, e os paralelos 15o 30' e 16o 03', abrangendo parte do território de três municípios goianos: Planaltina, Luziânia e Formosa.

Finalmente, no dia 02 de outubro de 1956, em campo aberto, o presidente Kubitschek assinou o primeiro ato no local da futura capital, lançou então a seguinte proclamação: "Deste planalto central desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino."

No mesmo ano iniciaram-se os trabalhos de construção. Em 21 de abril de 1960, após mil dias de construção, o Presidente Juscelino Kubitschek inaugura a nova Capital, construída no formato de um avião, e instala o Distrito Federal.



segunda-feira, 20 de abril de 2009

Fulerô o Esquema

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"Os cara de "fudê" tão com umas mina nada a ver..."


trecho da música Mina de família, de Fulerô o Esquema



O Fulerô o Esquema consiste na aplicação da multi-cultura urbana. Através da intersecção das linguagens música, imagem e interação com público, onde o conjunto de idéias e signos refletem a realidade das ruas transformando o show na verdadeira arte da subversão, graças à união e o intercâmbio entre coletivos de arte multimidia. Esqueça tudo o que você já viu, FULERÔ O ESQUEMA é uma nova forma de ver pensar ouvir e fazer música, sua produção é diversa, liberta, contemporânea, não panfleta contra a tradição, mas pela difusão de tendências novas, o que só faz intensificar a irritação de uns e o deleite de outros. A manifestação, a celebração como em uma escola de samba, todo show é pensado e articulado com o enredo, a harmonia, alegoria e a batida quebrada que vem das pickups dos DJs. Com as imagens projetadas pelos VJs, reafirma-se na resistência social-artística, amplificando as reflexões sobre a nossa realidade brazuca. O mote nas composições é bastante amplo, dado o número de informações absorvida nos dias atuais, a injustiça social, as carreiristas de plantão, novo ícone que a Mídia nos faz engolir todos os dias, o mensalão esquema velho conhecido desde a colonização, somado ao registro sonoro corrosivo dos grandes centros urbanos.
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domingo, 19 de abril de 2009

entender?





"De coisas e pessoas incompreensíveis para mim, o mundo e a vida estão cheios. Quanto mais o tempo escorre, menos compreendo coisas e pessoas. Resignado, pasmo, nem ouso passar recibo, assumindo papel de cínico ou de sábio. Confesso a ignorância e vou em frente".



trecho da crônica Produção cultural nas Papuas, de Carlos Heitor Cony, publicada no jornal Folha de São Paulo, no dia 17 de abril de 2009.

sábado, 18 de abril de 2009

Sinédoque, Nova York

"... é canalizada para um espetáculo que se confunda com a própria vida, não só para reconstituí-la, mas para reescrevê-la. Se a realidade é um lugar inóspito, talvez a ficção seja um endereço mais terapêutico e acolhedor".

Sérgio Rizzo, em critica ao filme Sinédoque, Nova York no jornal Folha de São Paulo, do dia 17 de abril de 2009.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

o que deve ser contemplado?




contemplar


v. tr. 1. Olhar muito tempo e com atenção. 2. Dar a; doar a; fazer mercê a. 3. Meditar em, considerar. v. pron. 4. Mirar-se; olhar para si. v. intr. 5. Meditar profundamente.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Amor pra recomeçar

Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante
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Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
Mas que rir de tudo é desespero
.
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
.
Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar
.
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
Mas que rir de tudo é desespero
.
Desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
.
Eu desejo que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo o dono de quem
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Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar


música Amor pra recomeçar, de Frejat

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ele não está tão afim de você

"Quem começa a entender o amor, a explicá-lo, a qualificá-lo e quantificá-lo, já não está amando".

Roberto Freire

terça-feira, 14 de abril de 2009

ser só, estar só...




"O segredo para viver em paz com todos consiste na arte de compreender cada um segundo a sua individualidade."



Federico Luis Jahn

segunda-feira, 13 de abril de 2009

dia de nascer de novo!

foto: Glaston Knoth


Renata, do latim nascida novamente, renascida. Indica uma pessoa criativa e talentosa, quase sempre tem mais de uma grande chance na vida, entretanto, essa sorte pode desenvolver nele uma tendência a adiar decisões urgentes. As pessoas com este nome tem um mundo de fantasia só delas, igualmente, um espírito vivo e grande curiosidade. Gostam da aventura e do desconhecido, são impulsivas, contudo, brilhantes.

A generosidade é sua característica marcante, percebida na infância, desde muito cedo já sabe dividir, entende a necessidade dos outros e sente-se bem ajudando como pode. Liga-se a profissões onde possa exercer este seu lado. Sempre pensando num mundo melhor, não poupa energia ao para ajudar ao próximo. Sempre à vontade em todos os ambientes, não carrega em si preconceito de qualquer origem. Muito hospitaleira, raramente se fecha no seu mundinho, por isso está sempre disposta a lutar por seus ideais e de seus amigos também.

domingo, 12 de abril de 2009

Páscoa judaica





A Páscoa e o Pessach são eventos diferentes que não devem ser confundidos. Assumir o nome de Páscoa, que seria a tradução original de Pessach, para os eventos da Páscoa cristã, é algo razoavelmente confuso, que pode ter sido feito intencionalmente com a finalidade de substituir um grande evento da religião judaica por outro grande evento da religião católica.

Pessach (do hebraico, ou seja, passagem), também conhecida como Páscoa judaica, é o nome do sacríficio executado em 14 de Nissan segundo o calendário judaico e que precede a Festa dos Pães Ázimos (Chag haMatzot). Geralmente o nome Pessach é associado a esta festa também, que celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro de Shemot (Êxodo).

De acordo com a tradição, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 3.500 anos, quando de acordo com a Torá, Deus enviou as Dez pragas do Egito sobre o povo do Egito. Antes da décima praga, o profeta Moisés foi instruído a pedir para que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas com o sangue do cordeiro, para que não fossem acometidos pela morte de seus primogênitos.

Chegada a noite, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de pão ázimo e ervas amargas (como o rábano, por exemplo). À meia-noite, um anjo enviado por Deus feriu de morte todos os primogênitos egípcios, desde os primogênitos dos animais até mesmo os primogênitos da casa do Faraó. Então o Faraó, temendo ainda mais a Ira Divina, aceitou liberar o povo de Israel para adoração no deserto, o que levou ao Êxodo.

Como recordação desta liberação, e do castigo de Deus sobre Faraó foi instituído para todas as gerações o sacríficio de Pessach. É importante notar seu significado: passagem, porém a passagem do anjo da morte, e não a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho ou outra passagem qualquer, apesar do nome evocar vários simbolismos.

Um segundo Pessach era celebrado em 14 de Iyar, para que pessoas que na ocasião do primeiro Pessach estivessem impossibilitadas de ir ao Tabernáculo, fosse por motivos de impureza, ou por viagem.



sábado, 11 de abril de 2009

solidão necessária




"Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa."


Clarice Lispector

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Paixão à flor da pele

final do filme Paixão à flor da pele (2004)

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"Nobody said it was easy

No one ever said it would be this hard

Oh take me back to the start..."

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trecho da música The Scientist, do Coldplay

quinta-feira, 9 de abril de 2009

... solidários




"Os verdadeiros amigos são os solitários juntos."



Abel Bonnard

quarta-feira, 8 de abril de 2009

morre lentamente





Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar, morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida a fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante...

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio pleno de felicidade.



Martha Medeiros

terça-feira, 7 de abril de 2009

Lei do Inquilinato




"O locatário ficará dispensado da multa se a devolução do imóvel decorrer de transferência, pelo seu empregador, privado ou público, para prestar serviços em localidades diversas daquela do início do contrato, e se notificar, por escrito, o locador com prazo de, no mínimo, trinta dias de antecedência."


Parágrafo único, do art. 4º da lei 8.245, de 18 de outubro de 1991.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O albergue

"O Albergue foi baseado em um website que oferecia um serviço de atirar em uma pessoa por US$ 10 mil. Com certeza ao saber disso, você assistirá ao filme com mais raiva e indignação. Caso duvide que um ser humano é capaz de cometer tal atrocidade, basta pensar em coisas como terrorismo, tráfico de drogas, parricídios, pedofilia e diversas outras barbáries praticadas no mundo."

trecho de crítica ao O Albergue, de Livia Brasil

domingo, 5 de abril de 2009

um passatempo vicioso





O nome Sudoku é a abreviação japonesa para a longa frase, suuji wa dokushin ni kagiru que significa os dígitos devem permanecer únicos, por vezes escrito Su Doku, (em japoês: sūdoku, pronúncia sudokú) é um quebra-cabeça baseado na colocação lógica de números. O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada uma das células vazias numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9.

Os numerais no jogo Sudoku são usados por comodidade; as relações aritméticas entre numerais são absolutamente irrelevantes (não requer lógica para cálculos matemáticos). Qualquer combinação de símbolos distintos como letras, formas, ou cores podem ser usadas no jogo sem alterar as regras. Para tanto, a atração do jogo é que as regras são simples, contudo, a linha de raciocínio requerida para alcançar a solução pode ser complexa.

O Sudoku foi projetado por Howars Garns, um arquiteto aposentado de 74 anos de idade e construtor independente de quebra-cabeças, baseando-se, provavelmente, no quadrado latino. Garns adicionou ao quadrado latino uma terceira dimensão e apresentou sua nova criação como uma grade parcialmente preenchida onde o solucionador deveria preencher os demais quadros vazios.

As primeiras publicações do Sudoku ocorreram nos Estados Unidos no final dos anos 70 na revista americana Math Puzzles and Logic Problems, da editora Dell Magazines, especializada em desafios e quebra-cabeças. A editora deu ao jogo o nome de Number Place, que é usado até hoje nos Estados Unidos. Em 1984, a Nikoli, maior empresa japonesa de quebra-cabeças, descobriu o number place e decidiu levá-lo ao Japão.

No Japão, os jogos numéricos são mais populares que palavras-cruzadas e caça-palavras, que não funcionam muito bem na língua japonesa. Em 1986, depois de alguns aperfeiçoamentos no nível de dificuldade e na distribuição dos números, o sudoku tornou-se um dos jogos mais vendidos do Japão e no mundo.



fonte: http://pt.wikipedia.org/


sábado, 4 de abril de 2009

Faz um milagre em mim

"Entra na minha casa, entra na minha vida. Mexe com minha estrutura, sara todas as feridas."

trecho da música Faz um milagre em mim, de Regis Danese

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O Demônio e a Srta. Prym I




"Sempre acreditei que as profundas transformações, tanto no ser humano como na sociedade, ocorrem em períodos de tempo muito reduzidos. Quando menos esperamos, a vida coloca diante de nós um desafio para testar nossa coragem e nossa vontade de mudança; neste momento, não adianta fingir que nada acontece, ou desculpar-se dizendo que ainda não estamos prontos.

O desafio não espera. A vida não olha para trás. Uma semana é tempo mais que suficiente para sabermos decidir se aceitamos ou não nosso destino."



trecho da Nota do Autor, no livro O Demônio e a Srta. Prym, de Paulo Coelho

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Simplesmente feliz

"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 1 de abril de 2009

idem!

foto: Thayze Darnieri


"Espero sinceramente que seja mentira".


Osório Filho

Pop