terça-feira, 30 de setembro de 2008

dosar?



"Sê como a fonte que transborda e não como o tanque que tem a mesma quantidade de água sempre" .


Autor Desconhecido

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

queria te contar...




"Eu só queria te contar que eu fui lá fora e vi dois sóis num dia. E a vida que ardia. Sem explicação!"



trecho da música O Segundo Sol, de Nando Reis

domingo, 28 de setembro de 2008

emoção, paixão, embriaguez...





Eduardo Almeida Reis



Pileque é acusado pelo bafômetro; emoção é do conhecimento geral; paixão é assunto muito mais complicado. Apaixonei-me uma pá de vezes. Vistas de hoje, algumas das minhas paixões podem soar ridículas mas existiram. Numa delas, quis fugir para o Mato Grosso com uma gata arrumada, compromissada, que tinha os dedinhos corroídos pelos detergentes da época. Corroídos, escamados, secos - e o imbecil apaixonado por eles. Melhor que isso: fugiríamos em carro emprestado, o philosopho deixando para trás um emprego destes "que ninguém deixa". Ah, é? Demiti-me com 15 anos de casa e não me arrependi um minuto. A vida é uma só. Não há nada pior do que fazer aquilo que a gente não gosta. Quanto à opção mato-grossense, é fácil explicar: por lá, eu tinha certeza de arranjar emprego. E descolar motorista que trouxesse o carro de volta para o seu legítimo proprietário. Há um aspecto curioso nas paixões, pelo menos naquilo que diz respeito ao macho da espécie: nem sempre os melhores e os mais entusiasmados relacionamentos amorosos, ao longo dos anos, foram precedidos por paixões. Acho que a atração é ferormonial, uma questão de pele e cheiro. Explico e justifico, baseado em longa experiência rural: o touro não se apaixona pela vaca; é atraído pelos ferormônios. Assim também com o garanhão e os machos de diversas outras espécies de mamíferos: questão de cheiro. É verdade que o touro salta sobre o manequim de couro no processo de coleta de sêmen. Portanto, o assunto deve ser mais estudado. De repente, porque não vive recebendo e-mails sobre Cialis, Viagra e Levitra, o touro salta porque salta, PT saudações. O garanhão, livre no piquete, quando rola um clima, é capaz de saltar 19 vezes ao longo de uma só manhã. Não escrevo "uma manhã" de jeito e maneira; portanto, "só" serviu para evitar o parequema (ou seria cacófato?) ma-ma. Os 19 saltos foram contados e invejados por um médico amigo meu. A mais bonita de todas as minhas paixões ocorreu quando o philosopho, madurão, tomou o elevador do prédio onde tinha escritório, ali por volta das 20h, encontrando a filha de um amigo, lindíssima, de 18 ou 19 aninhos. E bota lindeza nisso! Só nós dois no elevador. A moça declara: "Te gosto". Sai dessa, ilustre leitor do Correio Braziliense: te gosto... Pai, mãe e irmãos da moça até hoje meus queridos amigos. Desorientado, meti-me da cabeça a idéia de que não poderia fazer com a filha de um amigo o que não queria que fizessem com as minhas. Entrei em parafuso. Levei-a para jantar três ou quatro vezes, sempre remoendo o pensamento: "Não posso estragar a vida dessa moça. Ela tem idade para ser minha filha. Sou amigo da família dela. Não posso! Não devo! Não quero!". No fundo, no fundo, não queria outra coisa e não pensava noutra coisa, mas me segurei brilhantemente num raciocínio idiota: "O que distingue um homem de um animal é a capacidade de resistir à tentação, de racionalizar a paixão e ver que aquilo não tem pé, nem cabeça". Um dia, a moça me deu um LP de vinil, capa cinzenta, de um conjunto chamado Legião Urbana. Levei o LP para a fazenda, botei na vitrola, peguei um uísque e destampei a chorar, sozinho, na casa velha de mais de 100 anos, cheia de cupins. Chorei a cântaros, convenci-me de que o romance não teria cabimento, debulhei-me em lágrimas, chorei tudo a que tinha direito. Até hoje não sei se agi certo ou errado, nem quero saber. Fiz aquilo que julguei que deveria ser feito. Se me guiasse pela paixão, teria hoje filhos de 18 ou 20 anos. Só de imaginar filho meu tatuado, de piercing e boné com a pala virada ao contrário, agradeço aos deuses do Olimpo. Não tenho saúde para filho tatuado, de piercing, tênis e boné.



crônica Emoção, paixão, embriaguez..., publicada no Correio Braziliense, na Coluna Pena Capital, no dia 27 de setembro de 2008.

sábado, 27 de setembro de 2008

O Caçador de Pipas VII




"Não trocamos uma palavra; não porque não tenhamos nada a dizer, mas porque não precisamos dizer nada - é assim que acontece com as pessoas para quem a outra é a lembrança mais remota."


trecho do livro O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

nuvens...



"Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens, que de um terceiro andar."


Machado de Assis

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Vou-me Embora pra Pasárgada




Manuel Bandeira



Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

descrenças...




"Nós nunca nos realizamos. Somos dois abismos - um poço fitando o céu".


Fernando Pessoa

terça-feira, 23 de setembro de 2008

inteligência!




"Por mais que procure, não consigo encontrar definição de inteligência que me satisfaça. Algumas batem na trave, como esta de Jean de la Bruyère: 'A verdadeira inteligência consiste em dar valor à dos outros'".



trecho da crônica Inteligência na Coluna Pena Capital, de Eduardo Almeida Reis, publicada no Correio Braziliense, no dia 23 de setembro de 2008.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O Caçador de Pipas VI




"Mas, para mim, aquela era a única chance de me tornar alguém que era olhado, e não apenas visto; que era escutado, e não apenas ouvido. Se existia mesmo um Deus, Ele ia guiar o vento, deixar que soprasse para mim, e assim, com um puxão na corda, eu ia me livrar da minha dor, dos meus anseios. Tinha agüentado muito, chegado longe demais. E, de repente, em um piscar de olhos, a esperança virou certeza. Eu ia ganhar. Era só uma questão de tempo."



trecho do livro O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini

domingo, 21 de setembro de 2008

a gente...




"... E a gente vive junto
E a gente se dá bem
Não desejamos mal a quase ninguém
E a gente vai à luta
E conhece a dor
Consideramos justa
Toda forma de amor."



trecho da música Toda forma de amor, de Lulu Santos

sábado, 20 de setembro de 2008

briga de irmão!




"As contendas e ódios mais cruéis são os dos irmãos, porque os que muito se amam muito se aborrecem."


Aristóteles

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

escrever com a alma!




"De tudo quanto se escreve, eu só amo o que se escreve com sangue. Escreve com sangue e aprenderás que o sangue é espírito."



Friedrich Nietzche

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

a rotina

"A rotina do destino é a certeza..."

trecho da propaganda de Natura - Todo o dia

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

destinos inexatos...




"Imagina ela ali, quanta coisa não poderia acontecer sabe? Eu só vi ela esperar enquanto o sinal também me fazia esperar, nós duas estávamos suspensas de nossos próprios fatos. Estávamos aguardando o segmento da vida, juntas, mas cada uma iria para um destino..."



trecho do texto Graham Bell tinha insônia, de Bianca Rosolem.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O Caçador de Pipas V




"E ouça o que lhe digo, Amir jan: no final, o mundo sempre sai ganhando. As coisas são assim, pura e simplesmente..."



trecho do livro O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

bons amigos!




Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!


Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!


Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!


Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!


Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!


Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!


Machado de Assis

domingo, 14 de setembro de 2008

Ensaio sobre a cegueira IV




Por que José Saramago hesitou em ver seu romance adaptado. E por que ele gostou do filme.


Houve um tempo em que eu respondia que não queria ver a cara das minhas personagens quando me chegavam pedidos de adaptação de romances meus ao cinema. Digamos que eu era então uma espécie de radical da escrita: o que não passava pela palavra posta num papel simplesmente não existia. Fernando Meirelles foi uma das vítimas desta intransigência. Quando o Ensaio sobre a Cegueira foi publicado no Brasil, salvo erro em 1995, imediatamente me escreveu para manifestar o seu interesse em adaptá-lo. Teria sido o seu primeiro filme, antes de Cidade de Deus, antes de O Jardineiro Fiel, se não tivesse esbarrado com o muro da resistência do autor a conhecer os actores que iriam dar consistência e outra realidade às figuras desenhadas pela sua imaginação. Não me lembro do que sucedeu depois. Escrevi a Fernando expondo-lhe as minhas razões? Não lhe escrevi sequer, deixando que o silêncio respondesse por mim? Melhor do que eu, ele o saberá. Ao autor do livro só lhe resta pedir desculpa e agradecer a sua generosidade de espírito, uma generosidade que lhe permitiu aceitar a minha recusa sem a menor acrimónia. Tanto mais que, agora sim, já conheço a cara das minhas personagens. Será preciso dizer que gostei delas? Será preciso dizer que gostei, e muito, do filme? Nunca esquecerei a tremenda emoção que experimentei ao ver passar por trás de uma janela, em fila, as mulheres que vão pagar com os seus corpos a comida que lhes havia sido sonegada, a elas e aos seus homens. Essa imagem resume, para mim, todo o calvário da existência da mulher ao longo da História.



José Saramago


extraído da Revista Veja, edição 2077, do dia 10 de setembro de 2008.

sábado, 13 de setembro de 2008

semana ABBA: crítica à Mamma Mia!



Elton Pacheco


Mais de 35 milhões de pessoas já conferiram o musical Mamma Mia! nos principais teatros do mundo inteiro, inclusive com exibição fixa na Broadway. Agora, o filme homônimo estrelado pela fantástica Meryl Streep estréia no Brasil com a promessa de encantar outros milhões de fãs, principalmente os do ABBA, banda sueca famosa por canções que exaltam o poder do amor e, sobretudo, da amizade. Na última semana, postei por aqui o meu desespero em ser um dos primeiro a assistir ao filme. Abandonei a biblioteca da universidade, onde dava continuidade aos meus estudos sobre judaísmo para a minha monografia, e corri ao cinema mais próximo. Sozinho mesmo, nem deu tempo de ligar pra ninguém. Esse presentão é da diretora Phyllida Lloyd.

Já na primeira cena, me encantei. A música I have a dream, uma das minhas preferidas da banda, toca a alma e faz a ambientação de uma garota privada da presença de um pai – exatamente como acontece comigo, como todos sabem. Mas de melancólico o filme não tem nada, muito pelo contrário. O sorriso no meu rosto era constante nas exatas duas horas de duração. Talvez seja porque todas, todas, todas, todas, todas as músicas do ABBA dizem algo especial e me remetem à uma situação gostosa de se lembrar. Por exemplo, Waterloo, que tocou no filme me lembra Londres, cidade que passei a virada do ano de 2006/2007. Já Take a chance on me me lembra meus dias solitários no silêncio do meu quarto. Não dá pra não citar Dancing Queen, outro best seller dos meus queridos suecos, que foi muito bem introduzido no roteiro de Catherine Johnson, assim como Super Trouper e The Winner takes it all. É bem verdade que faltou Fernando, que me lembra a Austrália mesmo sem eu nunca ter estado lá. Fica a crítica.

Também não dá pra falar de Mamma Mia! sem lembrar o excesso de felicidade dos personagens. É muito engraçado ver a Meryl Streep – a ex poderosa Miranda Pristley – encarnando Donna, uma americana de passado, digamos, safadinho, confinada em uma ilha grega com a responsabilidade de criar uma filha sozinha. A trama é basicamente essa: Sarah, filha de Donna, está prestes a se casar e tem um sonho (é aqui que toca I Have a Dream) de conhecer o pai, coisa que a mãe nunca permitiu. Ela, então, descobre um diário antigo de Dona e envia um convite para três dos amores da mãezona. É bem surreal, porque os caras se deslocam dos Estados Unidos, embora o roteiro sugira que um deles seja sueco (mais influência ABBA), para ir ao casamento de uma estranha, na Grécia. Lá chegando encontram o antigo amor, a própria Dona e aí começa toda história. Uma vila feliz, com personagens caricatos e bem felizes. Uma boa pedida para quem quer dar boas risadas no cinema. Chega a ser contagiante. No filme, os atores Pierce Brosnan, Meryl Streep, Colin Firth e Stellan Skarsgard.


sexta-feira, 12 de setembro de 2008

semana ABBA: estréia de Mamma Mia!

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Estréia, hoje, o filme Mamma Mia!, adaptação do musical homônimo, dirigido por Phyllida Lloyd e escrito por Benny Andersson e Björn Ulvaeus. A história é baseada nas canções do grupo sueco ABBA, tanto que conta com 22 hits da banda.
Em 1999, na bela ilha grega de Kalokairi, a menina Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a se casar, mas antes disso pretende descobrir quem é seu pai. Para tanto, resolve enviar convites da cerimônia para os seus provavéis pais: Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Bill Anderson (Stellan Skarsgard) e Harry Bright (Colin Firth). Esses homens de personalidades absolutamente distintas e de diferentes partes do mundo resolvem voltar à ilha para rever a mulher por quem se apaixonaram vinte anos atrás, quando chegam, a mãe de Sophie, Donna (Meryl Streep), se surpreende ao ficar cara-a-cara com os ex-namorados que nunca conseguiu esquecer. E, enquanto eles inventam desculpas por estar ali, ela se pergunta qual deles é, realmente, o pai de Sophie.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

semana ABBA: Dancing Queen




"Anybody could be that guy
night is young and the music's high..."


trecho da música Dancing Queen, do ABBA

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

semana ABBA: um pouco de história




Thayze Darnieri


O ABBA foi um grupo musical de grande sucesso mundial, sendo superado apenas pelos Beatles. A banda sueca de pop formada por volta de 1972, que liderou as principais paradas ao redor do mundo entre a segunda metade da década de 70 e o início dos anos 80, era composta pelos músicos e compositores Björn Ulvaeus e Benny Andersson, e as vocalistas Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad, a Frida, inicialmente denominado pelo estranho e longo nome de Björn, Benny, Agnetha & Frida, em 1973 passou a chamar ABBA, um acrónimo formado pelas iniciais dos seus integrantes.

A história começa com Benny que era membro da banda sueca de Hep Stars, muito popular na Suécia durante os anos 60. Enquanto isso, Björn era líder da banda Hootenanny Singers, após se cruzarem algumas vezes em estúdios e concertos, decidiram compor juntos. Ainda na adolescência, Agnetha começou a cantar e compor, gravou sucessos e durante suas turnês pela Suécia, inevitavelmente acabaria por se encontrar com os Hootenanny Singers numa das suas viagens, quando apaixonou-se por Björn, findando no casamento dos dois, em 1971. Já Frida venceu uma competição de talentos, mas sua carreira decolou quando foi convidada para se apresentar na TV com sua canção. Pouco depois, conheceria Benny e começariam uma relação.

Waterloo foi a primeira canção a alcançar o primeiro lugar na Inglaterra, chegando à sexta posição nos Estados Unidos. Entretanto, somente no lançamento do segundo álbum - ABBA - que o grupo mostraria os primeiros sinais de que estavam destinados a mais sucesso, a música SOS firmou de vez o ABBA nas paradas inglesas e desvinculou o grupo da imagem de banda de um único sucesso. Em Arrival (1976), surgiram vários sucessos, um após o outro, como Money, Money, Money; Knowing Me, Knowing You e, o sucesso mais duradouro e conhecido mundialmente, Dancing Queen. Em 1977, o novo disco ABBA - The Album foi lançado para coincidir com o lançamento de ABBA - The Movie, um registro da turnê australiana do grupo. O álbum foi recebido pelos críticos um pouco mais friamente, mas mesmo assim deu origem a vários sucessos, incluindo The Name Of The Game, Take A Chance On Me e Thank You For The Music. O lançamento de Super Trouper (1980) apresentou ao público uma grande mudança no estilo do ABBA, com uma presença maior de sintetizadores e letras mais pessoais. Foram vendidos mais de um milhão de cópias antes mesmo do lançamento, tal expectativa havia sido originada por The Winner Takes It All, visto que a canção escrita por Björn foi inspirada na separação dele e Agnetha. Pela primeira vez uma canção do ABBA falava de um assunto tão particular e também apresentava um clima de melancolia tanto na letra quanto na canção. O último álbum de estúdio, The Visitors (1981) mostrava uma maturidade maior nas composições e também uma seriedade maior nos temas tratados, apesar da qualidade musical permanecer a mesma. As melodias e os arranjos ainda eram contagiantes, mas a mudança de estilo se refletiu numa queda nas vendas. O último compacto de grande sucesso mundial foi One Of Us, que explodiu em dezembro de 1981. O álbum com o maior número de vendas é ABBA Gold, mais de 40 milhões de cópias vendidas. Estima-se que até 2006, foram vendidas mais de 360 milhões de álbuns do grupo.

Acredita-se que, embora nessa época a imagem do grupo fosse a de uma banda em declínio, o ABBA ainda atraia grandes multidões, principalmente na Europa, poderia ter seguido em frente se não fosse a tragédia pessoal da banda. Agora os dois casais estavam divorciados, situação impossível de não reflectir na banda. Em contrapartida, o ABBA é e sempre será um grande sucesso, tanto que mesmo fora de atividade ainda continua conquistando inúmeros fãs pelo mundo todo.


fonte: http://pt.wikipedia.org/

terça-feira, 9 de setembro de 2008

semana ABBA: O casamento de Muriel




Thayze Darnieri



O Casamento de Muriel é a janela para a desmazelada e mal orientada vida de Muriel até à concretização do seu conto de fadas. Menosprezada pelo pai e rejeitada por suas amigas, Muriel é uma garota cuja realização e o sucesso é traduzida em uma única palavra: casamento. Para tanto, tenta de tudo em busca da aceitação e fuga de sua deprimente rotina, na esperança de encontrar o seu príncipe encantado que a salvará da tirania de seu pai, da inércia de sua família, da mediocridade do seu círculo de amigos e da atmosfera reprimida dos costumes provincianos. No entanto, enquanto esse dia não chega, para aliviar os seus momentos de frustração, faz das músicas da banda ABBA seu refúgio contra a solidão. Contudo, ainda não sabe que grandes surpresas, alegrias e fortes emoções estão à sua espera nesta nada convencional comédia que celebra a amizade, os sonhos e a busca pela realização pessoal.

Por tudo isso, sou apaixonada pela história de Muriel. Induz a reflexão sobre nossa conduta perante a vida, já que qualquer atitude depende antes das circunstâncias podendo até ser perdoáveis. Muriel aprende com seus erros e, ao mesmo tempo, encontra novas perspectivas de vida ao lado de Honda, sua "nova" amiga, com quem irá vivenciar seus sonhos e descobrir outras formas de encarar a vida.

Enfim, pois, a menina considerada brega por escutar ABBA tinha que encontrar alguém que não ligue para estereótipos, afinal ser comum não é nada interessante, uma vez que, o tempo denuncia que o perfeito possui qualidades e defeitos. Portanto, é o amor que temos pelos amigos ou por companheiros que nos fazem coexistir, inclusive com o lado obscuro das pessoas.
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Muriel não precisava de um casamento, ela precisava de amor.



segunda-feira, 8 de setembro de 2008

semana ABBA: Take a chance on me

"If you need me, let me know, gonna be around..."

trecho da música Take a chance on me, de ABBA

domingo, 7 de setembro de 2008

O Caçador de Pipas IV




"E esse é o problema das pessoas que são sinceras: acham que todo mundo também é".



trecho do livro O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini

sábado, 6 de setembro de 2008

A menina normal




Thaís SBA


Vou a fundo na minha normalidade.

Vou tão a fundo que quem me conhecer vai dizer:

"Eu sou realmente estranho."

Sim.

Vou sentar numa mesa de bar, pedir uma coca zero e fazer aquele sinal escroto pro garçom trazer a conta em vez de praticamente fazer uma seção de aplausos quando ele se aproxima.

Antes de levantar da cama farei alongamento e tomar um café da manhã balanceado (como ODEIO o termo "balanceado", principalmente quando se refere à comida, mas tudo bem, agora vou ser normal e só fazer "refeições balanceadas - refeição também é uma palavra esdrúxula).

Só vou jantar no horário - 19 horas - e na mesa da cozinha, sem a televisão ligada, para contar os assuntos do dia para minha família. Ou melhor, para contar os assuntos do dia para mim mesma já que minha família também só janta a hora que der na telha e onde der na telha.

Jantar na frente do PC? Jamais!

Comer miojo frito depois da meia-noite? Nem pensar!

E comer doce antes das "refeições" também está fora de cogitação, afinal, ONDE JÁ SE VIU comer doces antes das refeições? Será que ninguém mais obedece aquele mandamento que diz que não se deve comer doces antes das refeições e nem comer nada frito após à meia-noite?

...

Ah é né! Esses mandamentos não existem!

Quase que eu esqueci.

É que agem como se eles existissem.

Também agem como se existisse um mandamento que proíba as pessoas de não combinarem as coisas.

Mas é isso aí, jamais usarei tênis e meia listrada com saia de veludo preta, não importam se dizem que eu tenho estilo (ser brega hoje em dia é ter estilo.)

Ter estilo não é coisa pra gente normal. Ser brega não é coisa pra gente normal. E pessoas normais não usam cachecol na cabeça. Na cabeça apenas cabelos (loiros, lisos e com luzes), e se muito uma caspa de vez em quando, que eu não tenho mas posso tacar farinha pra fingir que é.

E eu sou normal, hein.

Palavrões nem pensar. De hoje em diante quando eu perder a paciência vou apenas dizer:

-Caramba
-Poxa vida
-Ai meu Deus
-Puts Grilo!
-Nossa!
-Caraquinha!

Também vou passar minha vida toda buscando um "empreguinho bom" onde eu me "sustente" e "pague minhas contas." E também vou começar a reclamar da falta de grana no fim do mês mesmo que não me falte grana, porque pessoas normais fazem isso.

Vou andar pela rua de forma cansada sem olhar pro céu e sem nem me importar com o por do sol. Pessoas normais fazem isso.

E se me der vontade de dar pulinhos na rua do nada, vou me controlar, respirar fundo e contar até 10 para não perder o controle.

Pessoas normais sempre contam até 10 para não perder o controle. E nunca perdem.

Dormir às exatas 22 horas.Vou ter como objetivo de vida também arranjar um namorado, casar na igreja e ter filhos.

Mas atenção, o namorado tem que ser um cara normal também.

Ele tem que se vestir como um cara normal, usar gel no cabelo, fazer a barba, trabalhar num banco ou em algo que envolva administração, ter um celular motorola, usar sapatos polidos e fazer happy hour com amigos nas sextas-feiras. Esse cara também terá que tocar guitarra e gostar de bandas de rock. E usar gravata no trabalho.

Ele também vai ter que reclamar do chefe e me contar sobre as novas estratégias da empresa.

Batalharei em busca da felicidade de minha família e viverei em função dos meus filhos.

Vou cozinhar pro meu marido e lavar a louça sozinha.

Ah, também terei que ter uma religião.

Decidi também que vou virar evangélica e frequentar alguma igreja que tenha o nome "Comunidade" alguma coisa. Quem sabe assim não fico menos preconceituosa, não é verdade?Elogiarei o pastor e frequentarei os cultos assiduamente.

Aos domingos assistirei domingão do Faustão e só entrarei na internet pra ver meus recadinhos no orkut e colocar fotos com a galera. Quando mendigos baterem à porta eu lhes darei uns trocados e me despedirei com um "deus abençoe".

Vou aceitar também todos aqueles panfletos do caralho (Opa! Desculpe. Reformulando: aqueles panfletos do caramba!) que me derem na rua, amassá-los e jogá-los no chão para que entupam os bueiros.

Ah, terei que fumar e fazer uma tatuagem de borboleta, fada ou estrela! Quase que me esqueci. Mas tem que ser uma tatuagem discreta para que o pessoal do trabalho não veja.

Terei que comprar salto alto e terninhos na cor bege.

Vou crescer, me reproduzir e morrer, porque nascer eu já nasci. Vou simplesmente existir e obedecer o ciclo idiota, que inclui casar e ter filhinhos e netinhos. É tudo tão besta e comum, mas é o que acaba valendo a pena.

E quando eu envelhecer, darei novelos de lã pro meu gato Bichano brincar.

Ah, nada de dar nome esdrúxulos para animaizinhos como por exemplo Rosanno, Linha Leste-Oeste e Lepetise.

Se eu tiver um hamster vai chamar "PomPom". Se eu tiver um cachorro vai chamar Billie. Se eu tiver um gato, obviamente, Bichano.

Sem essa de dar nomes de objetos o de gente para animais.

Nunca mais pensarei em dar o nome para um hamster meu de "Bolsa de Valores de Nova York". E jamais pensarei em dar o nome pra um cachorro meu de Doutor Geraldo Ferraz, Ovo Frito ou Bife Acebolado. E se eu tiver um gato nem sonharei em dar o nome dele de Felipe do Carmo.

Ah e sem essa de dar nome para coisas. Eu vivo dando nome para coisas.

Pessoas normais só dão nome pra filhos e bichos de estimação.

Nasce hoje uma Thaís normal.

A pessoa mais normal do mundo.

E também a mais chata, a mais insuportável e a mais morta.

Na verdade, falei errado.

Morre uma Thaís hoje.

Agora eu tenho uma coisinha pra me dizer em off:

Conta outra!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

me adaptar?

"No espelho essa cara já não é minha..."

trecho da música Eu não vou me adaptar, de Arnaldo Antunes e Nando Reis

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

um segredo...



"Se eu pudesse deixar algum presente para você, deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que nos foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria os erros que foram cometidos, como sinais, para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável; além do pão, o trabalho, a ação. E quando tudo mais faltasse, para você, eu deixaria, se pudesse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a responsabilidade e a força para encontrar a saída."


Gandhi

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

angústia



“Ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, angústia, duas décadas de convívio cotidiano, mas ando, ando, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.”


Caio Fernando Abreu

terça-feira, 2 de setembro de 2008

abra os olhos!




"Quem não fecha os olhos para entregar-se ao amor de Deus não conseguirá ver nada com os olhos abertos".


Autor Desconhecido

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

gatos!




"Dizem que os gatos representam a inquietante estranheza do feminino. Que as pessoas que amam os gatos são amantes da feminilidade. Que os homens que gostam de gatos amam as mulheres. Que os gatos são terapêuticos, a psicanalista e psiquiatra Nise da Silveira tratava seus pacientes muitas vezes observando a sua relação com gatos. Certo é que quem gosta de gatos, em geral, tem muita sensibilidade estétixa, a presença de um gato em nosso cotidiano é um contínuo expressar de elegância, leveza, perfeição de gestos, com seus saltos precisos e graciosíssimos, sua aproximação silenciosa, sua delicadeza, o calor fecundante do sol egípcio... São seres independentes, mas, quando criados perto de pessoas, acham que são humanos e agem quase como humanos."



trecho da crônica Gatos em Brasília, de Ana Miranda
publicada no Correio Braziliense no dia 31 de agosto de 2008.

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