quinta-feira, 31 de julho de 2008

shiii!




"Que bom que é estar triste e não dizer coisa nenhuma!"


Shakespeare

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O Terceiro Travesseiro II




"Certa vez, numa roda de amigos, alguém disse que na Bíblia está escrito que Deus condena relacionamentos íntimos entre pessoas do mesmo sexo. Acho tudo isso muito estranho, pois também disseram que os anjos não têm sexo. No fundo, essas leis que condenam tudo isso são de Deus ou do homem?"



trecho do livro O Terceiro Travesseiro, de Nelson Luiz de Carvalho

terça-feira, 29 de julho de 2008

mais do mesmo




Thayze Darnieri


Bati a porta. Cheguei em casa cansada, exaustão obtida sem razão, talvez a força física tenha desaparecido por causas distantes das quais insista alegar. Meu cansaço é mental, eu sei! Com certeza, qualquer pessoa que venha a ler esses escritos se identifique, já que tem horas que a necessidade de estar sozinha para pensar na vida e nos rumos tomados seja maior do que qualquer prazer efêmero.

Não bati a porta, esqueci a chave de manhã, devido a pressa, a vontade de ficar e a necessidade de ir. Bati na porta, tem alguém em casa, há vida habitando o meu lar. Anseio voltar, pelo aconchego da presença, pela cumplicidade do papo, por tantos motivos que tranquilizam o coração. Ao menos um alguém, ao ler essa declaração deve entender as minhas razões, se em algum momento pôde sentir tamanha leveza e quietação no outro.

Com você sinto um turbilhão de sensações, a confusão é tamanha que nunca sei qual sentimento devo atribuir a loucura e a felicidade em estar contigo. Em contrapartida, apenas longe dos seus olhos consigo viver a minha maneira. Em minha companhia vivo livre, ao seu lado ultrapasso meus limites, extrapolo a razão, contradizo a mim mesma.

Com você sou uma pessoa melhor, tanto que alterou o meu significado para definir a serenidade, silêncio e a lucidez, sendo assim, constantemente em nossa convivência descubro em mim qualidades que desconhecia. Acalmou meu coração, saciou minha ansiedade, direcionou meus objetivos, me ajudou a superar meus medos.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Memórias Póstumas de Brás Cubas II




"Recuou o sol. sacudi todas as misérias, e este punhado de pó, que a morte ia espalhar na eternidade do nada, pôde mais do que o tempo, que é o ministro da morte. Nenhuma água de Juventa igualaria ali a simples saudade."




trecho do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

domingo, 27 de julho de 2008

O Terceiro Travesseiro I



"O inferno são os outros".


Jean-Paul Sarte
Entre quatro paredes


epígrafe do livro O Terceiro Travesseiro, de Nelson Luiz de Carvalho

sábado, 26 de julho de 2008

seduzir?



"A mulher aprende a odiar na medida em que desaprende a enfeitiçar".



Friedrich Nietzche

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Memórias Póstumas de Brás Cubas I




"Creiam-me, o menos mau é recordar; ninguém se fie da felicidade presente; há nela uma gora de baba de Caim. Corrido o tempo e cessado o espasmo, então sim, então talvez se pode gozar deveras, porque entre uma e outra dessas duas ilusões, melhor é a que se gosta sem doer."



trecho do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O Pequeno Príncipe VI




"Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."



trecho do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, 23 de julho de 2008

desejo e superação!




"Não perca de vista que toda vez que você tiver a oportunidade de tocar a sua fragilidade, você só tem o direito de tocá-la se for com o desejo de superá-la. Somos homens e mulheres em processo de feitura. Nós não temos o direito de nos reduzir a um erro, a um limite que temos. Os limites fazem parte de mim, mas eu não sou os limites que eu tenho. Da mesma forma que eu não posso me reduzir ao meu passado. Eu não sou um Homem do passado, eu sou um Homem do presente, marcado por experiências passadas, mas pronto para recolher o novo da vida, agora, neste momento. Estamos falando dessa possibilidade que nós temos de ser uma casa espiritual, aquela que a gente não pode ver com os olhos, mas que nós podemos percebê-la com os olhos. Deus nos dá, todos os dias, a oportunidade de derrubar paredes, de jogar pelo chão aquilo que não nos agrada e começar tudo de novo, para que a gente possa ser uma casa bonita, não só aos nossos olhos, mas também agradável aos olhos daqueles que passam por nós."



Pe. Fabio de Melo

terça-feira, 22 de julho de 2008

atrair-se!




"Os opostos se distraem e os dispostos se atraem..."




trecho da música Realejo, do Teatro Mágico

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O Pequeno Príncipe V




"O que é importante não se vê..."



trecho do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry

domingo, 20 de julho de 2008

Para que serve um amigo?



Martha Medeiros


Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona para festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra?

Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Verdade verdadeira.

Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contraído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas para festa. Te leva para o mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillón.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura um confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém!

sábado, 19 de julho de 2008

mente aberta!




"A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original."



Albert Einstein

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O Pequeno Príncipe IV




"Mas eu não estava seguro. Lembrava-me da raposa. A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar..."




trecho do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Feliz Ano Velho XII




"Eu adoro crianças. Tudo simples, sem muitas perguntas, e sacando um montão de coisas que nós adultos, nem reparamos (ou temos vergonha de reparar). Criança não tem vergonha de mostrar que é carente, que precisa de carinhos, se preocupa mais com os outros, principalmente se for doente. Numa boa, sem fazer cara de drama, sem sentimentalismo barato."




trecho do livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Onde Deus possa me ouvir




"Sabe o que eu queria agora, meu bem...
Sair, chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo, um ombro
Onde eu desaguasse todo o desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender por que se agridem
Se empurram pro abismo, se combatem sem saber, meu amor..."




trecho da música Onde Deus possa me ouvir, de Vander Lee

terça-feira, 15 de julho de 2008

Feliz Ano Velho XI




"Não tenho o menor respeito com o sentimento alheio. Egoísta, eu sei. Sou um filho da puta, eu sei. Por isso nunca transaria comigo, pois além de sacana, sou egocêntrico. Hoje em dia, melhorei."



trecho do livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva

segunda-feira, 14 de julho de 2008

em família...




"A pessoa que tem uma família, que vive em família, nunca se dá mal na vida".



Orlando Moraes

domingo, 13 de julho de 2008

O Pequeno Príncipe III






"Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.

- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...

No dia seguinte o príncipe voltou.

- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora - disse a raposa. - Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!"




trecho do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

sábado, 12 de julho de 2008

Amores silenciosos




Contardo Calligaris



A gente se declara apaixonado porque está apaixonado ou pelo prazer de se apaixonar?




FAZER E RECEBER declarações de amor é quase sempre prazeroso. O mesmo vale, aliás, para todos os sentimentos: mesmo quando dizemos a alguém, olho no olho, 'Eu te odeio', o medo da brutalidade de nossas palavras não exclui uma forma selvagem de prazer.


De fato, há um prazer na própria intensidade dos sentimentos; por isso, desconfio um pouco das palavras com as quais os manifestamos. Tomando o exemplo do amor, nunca sei se a gente se declara apaixonado porque, de fato, ama ou, então, diz que está apaixonado pelo prazer de se apaixonar.


Simplificando, há duas grandes categorias de expressões: constatativas e performativas.


Se digo 'Está chovendo', a frase pode ser verdadeira se estamos num dia de chuva ou falsa se faz sol; de qualquer forma, mentindo ou não, é uma frase que descreve, constata um fato que não depende dela.


Se digo 'Eu declaro a guerra', minha declaração será legítima se eu for imperador ou será um capricho da imaginação se eu for simples cidadão; de qualquer forma, capricho ou não, é uma frase que não constata, mas produz (ou quer produzir) um fato. Se eu tiver a autoridade necessária, a guerra estará declarada porque eu disse que declarei a guerra. Minha 'performance' discursiva é o próprio acontecimento do qual se trata (a declaração de guerra).


Pois bem, nunca sei se as declarações de amor são constatativas ('Digo que amo porque constato que amo') ou performativas ('Acabo amando à força de dizer que amo'). E isso se aplica à maioria dos sentimentos.


Recentemente, uma jovem, por quem tenho estima e carinho, confiava-me sua dor pela separação que ela estava vivendo. Ao escutá-la, eu pensava que expressar seus sentimentos devia ser, para ela, um alívio, mas que, de uma certa forma, seria melhor se ela não falasse. Por quê?


Justamente, era como se a falta do namorado (de quem ela tinha se separado por várias e boas razões), a sensação de perda etc. fossem intensificadas por suas palavras, e talvez mais que intensificadas: produzidas.


É uma experiência comum: externamos nossos sentimentos para vivê-los mais intensamente -para encontrar as lágrimas que, sem isso, não jorrariam ou a alegria que talvez, sem isso, fosse menor. Nada contra: sou a favor da intensidade das experiências, mesmo das dolorosas. Mas há dois problemas.


O primeiro é que o entusiasmo com o qual expressamos nossos sentimentos pode simplificá-los. Ao declarar meu amor, por exemplo, esqueço conflitos e nuances. No entusiasmo do 'te amo', deixo de lado complementos incômodos ('Te amo, assim como amo outras e outros' ou 'Te amo, aqui, agora, só sob este céu') e adversativas que atrapalhariam a declaração com o peso do passado ou a urgência de sonhos nos quais o amor que declaro não se enquadra.


O segundo problema é que nossa verborragia amorosa atropela o outro. A complexidade de seus sentimentos se perde na simplificação dos nossos, e sua resposta ('Também te amo'), de repente, não vale mais nada ('Eu disse primeiro').


Por isso, no fundo, meu ideal de relação amorosa é silencioso, contido, pudico.


Para contrabalançar os romances e filmes em que o amor triunfa ao ser dito e redito, como um performativo que inventa e força o sentimento, sugiro dois extraordinários romances breves, de Alessandro Baricco, o escritor italiano que estará na Festa Literária Internacional de Parati, na próxima semana: 'Seda' e 'Sem Sangue' (ambos Companhia das Letras).


Nos dois, a intensidade do amor se impõe com uma extrema economia de palavras ('Sem Sangue') ou sem palavra nenhuma ('Seda'). Nos dois, o silêncio permite que o amor vingue -apesar de ele não poder ser dito ou talvez por isso mesmo.


No caso de 'Seda': te amo em silêncio porque te encontro ao limite extremo de uma viagem ao fim do mundo, indissociavelmente ligada a um outro, e nem sei falar tua língua.


Você me ama em silêncio porque sou outro: uma aparição efêmera, uma ave migrante.


No caso de 'Sem Sangue': te amo, e não há como falar disso porque te dei e te tirei a vida. E você me ama pelas mesmas razões pelas quais poderia e deveria querer me matar (os leitores entenderão).


Nos dois romances, a ausência da fala amorosa acaba sendo um presente que os amantes se fazem reciprocamente, uma forma extrema (e freqüentemente perdida) de respeito pela complexidade de nossos sentimentos e dos sentimentos do outro que amamos.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Feliz Ano Velho X




"A liberdade de não de não depender de ninguém que é importante".




trecho do livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Feliz Ano Velho IX




"O negócio é o seguinte: o passado aconteceu, foi bom, mas não volta mais. Agora a gente tá noutra. Você está na beira de uma escada e tem muitos degraus pra subir. Cada degrau é uma tremenda vitória que tem que ser muito comemorada. Olhar para trás não adianta. Aconteceu."



trecho do livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva

quarta-feira, 9 de julho de 2008

que o seu amor não seja único




"Quando paramos para pensar um pouco, chegamos à conclusão de que o problema está justamente na forma como estabelecemos os nossos relacionamentos. O grande problema é que geralmente investimos todas as nossas cartas naquela pessoa nova que chegou. Ela passa a centralizar a nossa vida, consumindo nosso tempo, nossos afetos, nossos pensamentos e nossas energias. Tudo passa a convergir para ela e, com isso, vamos reduzindo o nosso círculo de relações. O outro vai tomando tanto nossa atenção que, aos poucos, até mesmo a família vai sendo esquecida. Porém, quando esquecemos de cultivar estes vínculos que até então faziam parte de nós, vamos criando lacunas afetivas dentro do nosso coração."



Pe. Fábio de Melo

espumas ao vento




"Sei que ai dentro ainda mora
Um pedaço de mim
Um grande amor não se acaba assim
Feito espumas ao vento
Não é coisa de momento
Raiva passageira
Mania que dá e passa
Feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá para apagar


Sei que errei, estou aqui
Pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo
Sem saber direito aonde ir e o que fazer
Eu não encontro uma palavra
Para te dizer
Mas se eu fosse você
Eu voltava pra mim de novo


E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora em que você chegar..."



música Espumas ao Vento, de Elza Soares

segunda-feira, 7 de julho de 2008

.. e o chato!




"Não há perdão pro chato"



Cazuza

domingo, 6 de julho de 2008

a louca...




"Quando digo “louco” me refiro ao que contesta, ao que contradiz, ao que não se contenta com o lugar comum, ao que bota o dedo na ferida ou simplesmente tem sua própria maneira de agir, não seguindo normas e regras pré-estabelecidas por alguéns."




Bruno Mazzeo

sábado, 5 de julho de 2008

Feliz Ano Velho VIII




"É incrível isso. Como pintam essas atrações por alguém. Uma troca de olhar já deda tudo."



trecho do livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva

sexta-feira, 4 de julho de 2008

amor e o tempo




"Menina até que a gente tentou
Sermos adultos pra poder falar de amor
Como num filme lá em Hollywood bem que a gente quis
Fazer um par romântico com um final feliz



Eu já falei até pro meu coração
Que esse caso pode ser ilusão
Que era só papo de escola
Um lance sério assim não rola
Que a gente esqueceria numa só estação



Eu sei que o tempo vai passar
E a nossa história refazer
Temos a vida pra sonhar
Deixar o amor acontecer



Mas se o meu destino for você
A gente ainda vai se ver
E se o amor nos esperar
A gente ainda vai se amar..."




música Amor e o Tempo, de Nechivile

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Feliz Ano Velho VII




"Uma vez minha mãe disse que na vida não se deve fazer muitos planos. É verdade. A parte do meu cérebro em que estava armazenado o futuro desintegrou-se. E é terrível não ter a menor idéia do que vai acontecer daqui um ano."



trecho do livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Feliz Ano Velho VI




"Isso é típico de mim. Sempre escolho aquilo que possa trazer experiências novas, apesar do perigo. O trilho é o estereótipo da coisa correta, sempre reta, segura. Na minha vida, nunca andei no lado certo, infelizmente, e acho que é meio por isso que estou, assim. Sempre me atirei de cabeça nas coisas, nunca achando que algo de mau fosse acontecer. Sempre me achei forte o suficiente para arcar com as conseqüências. Nunca tive medo da polícia, muito menos de bandido."



trecho do livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva

terça-feira, 1 de julho de 2008

O Pequeno Príncipe II






"- Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?


- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa - disse a raposa. - Significa "criar laços"...


- Criar laços?


- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...


- Começo a compreender - disse o pequeno princípe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou..."




trecho do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

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